Como eu estava meio sem ter o que escrever para este blog, resolvi aproveitar que estava viajando para Buenos Aires para criar uma nova seção nesse blog: O diário de viagem. Não se preocupem porque só relatarei aqui viagens maneiras. Viagens à praia (vai chover) e à casa da minha vó não precisam ser contadas, a não ser q algo de sobrenatural aconteça, tipo fazer sol enquanto eu estou na praia.
Bom, como você pode presumir, o avião não caiu e eu cheguei em Buenos Aires. Em falar em avião eu descobri recentemente que a pressurização dentro do avião aperta o intestino dos passageiros e faz eles flatularem mais, por isso existe um sistema que expulsa o metano do interior da aeronave para evitar explosões. Mas eu acho que essa informação era desnecessária.
Vamos falar da cidade. A capital da Argentina é muita parecida com Rio, São Paulo ou qualquer capital na América do Sul, com propagandas de coca-cola, ladrões de iPhone e engarrafamento. Mas é obvio que se fosse por isso eu ficaria no Rio mesmo. Buenos Aires tem muitos casarões históricos, já que é capital desde a independência. Tem o caminito, uma especie de favela chique com atores fantasiados de dançarinos de tango que VÃO te fazer pagar pra tirar foto com eles e, é claro, muitos chaveiros e imãs pra você levar como lembrancinha pra seus parentes porque eles se sentirão ofendidos se você não der nada pra eles de cada lugar que você for. E vão reclamar que seu chaveiro não foi caro o suficiente depois.
Mas o melhor da cidade é comida é claro! Lugar que não tem comida boa não é lugar que mereça minha visita. E lá tem muita carne. Carne pra caralho. Tem churrasco até na praça de alimentação dos shoppings. Todas as áreas turísticas são cheias de restaurantes. Os restaurantes do Porto Madero são mais sofisticados e caros, mas foi lá que eu comi o melhor bife de chorizo da minha vida! Seguindo a indicação de um vendedor de roupa, um verdadeiro cidadão portenho (falar buenosaireano ou buenosairense é feio e ninguém te entenderá) fui de táxi (lá eles são baratos, fáceis de achar e não te levam pra uma favela pra te roubar, fique tranquilo) até o bairro de San Telmo, uma especie de Santa Tereza argentino, mais especificamente na esquina das ruas Chile e Defensa, um lugar cheio de barzinhos e hosteis muito mais baratos e com cara de hipster que os restaurantes do centro. Deu até vontade de um dia voltar como mochileiro e ficar num hostel naquele bairro. Aliás todo domingo acontece uma feira na Defensa inteira (são horas pra visitá-la) mas lá já tem tantas lojas de antiguidades que acho que a feira é só mesmo pra se conseguir um preço mais em conta e pra vender alguma coisa que não seja da época que a argentina era um pais rico. E tem um mercadão também, mercadões são muito maneiros, ou eu sou retardado de achar isso mesmo.
Mas o passeio mais interessante foi a travessia do rio da Prata, de Buenos Aires até Colônia, no Uruguai. Colônia é uma cidadezinha histórica pra lá de antes da revolução industrial. Bem parecida com Paraty, só que menor, com menos gente pra atrapalhar a foto e menos muambeiro na rua. Foi com certeza o passeio não econômico mais interessante da viagem. E não, eu não passei em nenhuma loja de maconha por lá.
Pois é, foi só isso. Dois passeios que me recomendaram eu não fiz, o do zoológico que deixa os animais dopados pra você passar a mão neles (foi isso que eu ouvi, não sei se era historia ou é assim mesmo) e o passeio de barco pelo rio Tigre. Mas não fizeram falta. Enfim, pra quem não quer ir muito longe e prefere história a praia é o passeio perfeito.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
Diário de viagem: Buenos Aires
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